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Sem perguntas. É o que pede José Dias Egipto

DesSolidão

José Dias Egipto, Portugal

Não me perguntes porque vivo.
Sirvo a Natureza no seu redemoinho.
Sou ninho de esperança nas árvores mortas.
São tortas as veredas da vida!

Não me perguntes porque escrevo poesia.
A alegria não se explica nem se descreve.
A verve surge do infinito do cosmos, subitamente.
E, humanamente, as palavras divinas diluem-se…

Não me perguntes no que, deveras, creio.
É a estrada do meio que procuro.
A luz ou o clarão por dentro do escuro.
A Natureza com o hálito de Deus bem no seu seio.

Não me faças perguntas no ar.
Não perguntes às águias se voam.
Não me façam perguntas
porque não são respostas o que desejo dar….