Ode à Cuia de Chimarrão

Ode_a_cuia

Vejo-te à minha frente,
sensualmente curvilínea,
ostentando a nudez campesina com que nasceste.
Ainda não te senti em minhas mãos,
mas sei que me aguardas,
quente e úmida
à espera de meu beijo pleno de apetite.
Vou a teu encontro e te agarro pelo pescoço
já a sentir teus aromas selvagens
a fluir de teu ventre esperançoso.
Avidamente, vou sorver-te até o fim,
até ouvir os ruídos finais de nosso conúbio.
Saciarei tua sede com mais calores líquidos
que libertarão novos perfumes.
Satisfeito, mas não saciado, passo-te a mãos alheias,
até a próxima rodada.

Cleto de Assis – 2015

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