Poesia na Escola

Lido em um livro escrito há quinze anos

Os verdadeiros professores e os verdadeiros alunos não terão horas suficientes para aprofundar-se no uso das novas tecnologias se não decidirem a abandonar, antes, as antigas. Pode ser um processo paulatino, mas há de ser rápido e integrador.                                                                                             .
Podemos encontrar um modelo a ser seguido na experiência do Gymnasium de Gütersloh (Alemanha), mantido pela Fundação Bertelsmann, que combina a manutenção das tradições religiosas e culturais com a introdução de conteúdos e técnicas modernas, outorgando grande importância à música e às artes criativas. É grande o risco de que essas disciplinas desapareçam dos currículos de ensino, esmagadas pela onda de tecnicismo que nos invade. Convém perguntarmo-nos, por exemplo, a respeito do futuro da poesia. Ausente na maioria das salas de aula dos Estados Unidos, os jovens de hoje cada dia se sentem menos atraídos por leituras desse gênero. Os poetas de antigamente foram substituídos pelos cantores atuais. Com todo meu respeito e minha admiração a esses cantores, a verdade é que fizemos um mau negócio com essa troca. (Cebrián, Juan Luis. A Rede – como nossas vidas serão transformadas pelos novos meios de comunicação. São Paulo: Summus, 1999)

E no Brasil? Fomos mais longe: para gáudio de nossa moçada, foi inventado o brega universitário, isto é, o brega superior, de terceiro grau, daqui a pouco ofertado em pós-doutorado. E para os que se amarram em tecnologia, temos o tecnobrega. Para que poesia?

A ilustração acima foi premiada no projeto da E.M. Nações Unidas. Infelizmente não conseguimos encontrar o nome do aluno/autor.

A ilustração acima foi premiada no projeto da E.M. Nações Unidas (RJ). Infelizmente não conseguimos encontrar o nome do aluno/autor.

 Mas ainda há esperança, ainda há bons professores. Vejam, no vídeo abaixo, o exemplo do Projeto Poesia na Escola 2012 – Trabalho Anual de Produção Poética articulado e desenvolvido com alunos do 6º ao 9º anos, sob orientação do professor da Sala de Leitura. A Escola Municipal Nações Unidas, do Rio de Janeiro, foi a responsável por esse projeto, que se multiplicou em várias atividades, motivadas pelo centenário de Vinicius de Moraes.

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