Arquivo do mês: julho 2010

Perda, busca e achamento em seis tempos

Amarras do Tempo

Cleto de Assis, Curitiba


Tempo I

Da surpresa


Entre os sabores de mar e uva
e palavras jorradas
como a compensar tantos anos de silêncio mútuo:
será a insinuante menina
ou a grave senhora que conta causos
e esconjura trevas
com a mesma afinação de voz do tempo anterior?
Convencionam-se distâncias medidas
com toques suaves de receio e apreensão
em busca de espelhos tardios – quem os perceberá?
Remembranças de morte, conchegos de vida,
juventudes distraídas, sonhos entrecortados,
futuros desconstruídos.
Presente: quem o sabe?

Tempo II

Da reflexão


Destinos não exigem rotas precisas
e súbitos ventos causam desvios,
naufrágios, descobertas inesperadas,
encontro de ilhas remotas e desabitadas.
Quem saberá a distância
entre o benquerer e o sem querer?
Quem poderá medir o certo e o errado
nas escolhas e  nos escolhos?
Quem, afinal, determina
esta estranha geometria
traçada sem esquadros ou compassos
a preencher com maestria
todos os tempos e espaços?

Será a memória um mata-borrão da vida
sem direito a correções, a novas direções?
E as dimensões da mancha impressa,
que limites terão elas?
Abrirão novas janelas ou fecharão esta porta?
Ou a incerteza está certa, ou a certeza está morta.

Eis lá no fundo o passado
que não passa. Tudo é vivo.
O tempo ressuscitado
já não é tempo afetivo.
Beijos, abraços, carinhos,
se perderam co’a esperança
de eternizar a lembrança
daqueles belos caminhos.
O soturno Saturno noturno
soube desviar as rotas
e criar novas veredas labirínticas
para o homem taciturno.

Tempo III

Da súbita rebeldia


Ah! À distância rimas e ritmos
e métricas e metáforas!
Não há qualquer simbolismo
neste funil que se estreita
à medida que nos aproximamos do finito.

Mas somos melhores, diz a voz,
do que no tempo em que tudo era infinito.
Temos, então, direito a novas auroras
Nesta hora crepuscular?

Terá o sonho solução?
Será o devaneio adolescente desmensurável plano
no tempo mínimo de nossa juventude?
O sonho é apenas um corte fugidio do presente
que não acumula certezas
e vive de ouro de tolo garimpado no passado.
Um dia, quando menos esperamos,
ou dolorosamente aguardamos,
damos de cara com o futuro
vestido em andrajos de Filho da Noite
a cuidar da porta que leva a parte nenhuma.
Apenas nos será permitido olhar mais vez para trás
sem direito a lamentações sonoras
ou pedidos de reconsideração.
Somente mais um último olhar no vazio do que passou
e de todos os presentes perdidos:
eis o Homem diante de seu Futuro.

Tempo IV

Da constatação


Pois há muito esquecemos
que um sorriso não tem devir,
ele existe para aquele momento em que se abre
e eterniza sentimentos.
Nem a flor, em sua efemeridade,
anuncia tempos vindouros
mas doura apenas os dias em que vive
e terá em suas irmãs e filhas
o contínuo refazer de presentes coloridos e perfumados.
Mais transitória ainda,
a borboleta, intensa flor flutuante,
não faz de seus passados de lagarta e crisálida
prisões de lamentações.
Só voa em suas visitas de flor em flor
a enfeitar preciosos e rápidos presentes.
E nisto está o mistério da vida, como queria Pessoa:
não haver nela qualquer mistério, só transitoriedade.
Somente nós, os reis da natureza,
queremos que ela pareça eterna
para celebrar o enganoso reinado perene
que impera sobre tudo o que é apenas passageiro,
a começar pela própria vida.
Aí inventamos a vaidade, a prepotência
e todas as demais formas de violência
que nada têm a ver com a lei maior da efêmera sobrevivência.
E insistimos em não ver o que é transitório
porque gostamos de alargar a sensação do infindo
imaginando tempos cósmicos de quinze mil anos solares
que criam um deus à nossa imagem e semelhança.
Não conseguimos aceitar que, no pórtico do silêncio vital,
há avisos claros sobre o que não deveríamos ter feito.

Não fale e siga,
diga e não diga
até a próxima curva
que não existe.
Depois prossiga
direto ao limite
do próximo passo.
Pare, olhe, escute:
se ouvir o silvo
ou o apito
esconda o grito
recolha o espanto.
Escolha o canto,
engula o pranto,
negue o infinito.

É dos segundos, minutos e horas que perdemos a pensar,
esperançosos,
na felicidade que ainda não veio
que formamos nossos futuros vazios,
sem perceber que a distância entre nós e as estrelas
é a ligação de muitos pontinhos sem luz bem próximos um do outro.
Basta olhar ao céu para consignar essa verdade.

Tempo V

Da remissão dos pecados


Eu, pecador, confesso:
deixei de colher pequenas vitórias passageiras
porque busquei glórias definitivas.
Abandonei faces que cativei e me cativaram
em troca de ilusórias paixões imorredouras.
Fui sempre infiel à vida
porque não a percebi nem a recebi
em sua infinda misericórdia e compaixão,
mas me acreditei superior à ela,
e contra ela blasfemei ao criar um deus, deuses e santos
para livrar-me da condenação eterna
por meio de breves arrependimentos
e esconsas meae culpae.
Deixei a balançar mãos solitárias
porque  me neguei a estender as minhas,
pretensamente  solidárias.
Fundei religiões que me impediram
de ver em mim e diante de mim a maravilha da criação
e imaginei paraísos e nirvanas distantes
que turvaram a visão da verdadeira vida.
Por não saber ter olhos para ver,
me reinventei em visionário,
pensando em luzes e cores
muito além de meu já mágico poder de visão.

Tempo VI

Dos encontros, desencontros e reencontros


E eis-me a abraçar a grande curva do universo
que gera encontros e desencontros e novos encontros
todos em seu momento exato, porque escritos na vontade.
Não a vontade da esperança
mas a decisão de ver e estar dinamicamente atento
a tudo que nos rodeia, sem juízos premonitórios.
E eis-me aqui disposto a entender a teia do tempo
que nos torna diferentes a todo momento
e preserva a memória que constrói todos os novos momentos.
Eis-me aqui porque talvez ainda haja mãos estendidas.
Eis-me aqui porque minhas mãos ainda podem operar milagres.
Eis-me aqui porque nego a fuga à retaguarda ou à vanguarda
e sou soldado de meu momento,
de meus momentos encadeados,
perfeitos elos de minha história sagrada e única.
Recolho nos ainda intatos escaninhos da memória
as horas consagradas
e trago-as ao presente, pois presentes estão
e têm o poder de fazer ressurgir o agora
e fazem o milagre da multiplicação de todos os agoras.

Subitamente, sem marcar encontro com o fado,
a voz sussurrou palavras meigas
capazes de cicatrizar feridas ainda abertas.
Uma suave carícia sobre os cabelos já a encanecer
completou a fórmula balsâmica
ontem e nesta nova hora.
E foram mais alguns anos solares à frente
a anunciar o quase esquecimento.
Novas curvas, novas retas
a insinuar-me geômetra para domá-las.
E eu, apenas um mero compositor de linhas toscas
em perigo iminente de fazer enorme maçaroca
de memória e tempo em helicoidais tropeços,
devo tentar recompô-las em devida trajetória
porque não há finais, só recomeços
e cada recomeço uma nova história.

Curitiba, junho de 2010.

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Ilustrações: C. de A.

Voo intuitivo de Salut Navarro

Intuición

Salut Navarro Girbés, Valencia, España

En la abstración de mi pensamiento
te encuentro absorto en tu esencia,
araño las albas no vividas
agotadas ya em nuestras quimeras.

Un canto extrañamente seductor
me convierte en ave blanca
para llegar a tu puerto y besar
las alas que te permiten volar.

La tristeza me cubre y me descalza.
mi soledad bate em tu corazón
trazando arco Iris en la hierba negra,
y adviertiendo que mi destino es el mar.

Intuição

Na abstração de meu pensamento
te encontro absorto em tu essencia,
arranho as albas não vividas
esgotadas já em nossas quimeras.

Um canto estranhamente sedutor
me converte em ave branca
para chegar a teu porto e beijar
as asas que te permitem voar.

A tristeza me cobre e me descalça.
minha solidão bate em teu coração
traçando arco-íris na erva negra,
e advertindo que meu destino é o mar.

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Versão em Português e ilustração: C. de A.

Jamil Snege faz muita falta (Wilson Bueno)

A frase é simples, quase rotineira. Sempre aparece quando perdemos uma pessoa querida. Mas Wilson Bueno, no ano passado, quando sequer imaginava que também se juntaria a Jamil Snege, em algum canto da nova vida (em duplo sentido), a escreveu com a saudade de um amigo cultivado por quarenta anos. Jamil Snege faz muita falta.

Hoje, domingo, oito dias após o aniversário de Jamil, encontrei entre meus livros o seu O jardim, a tempestade (que Bueno considerava a sua melhor obra) e também bafejou aquela brisa de saudade.  Também fomos amigos por muitos anos e convivemos em sonhos e realidades. Uma delas foi o Tempo Sujo, de 1969, seu primeiro livro, por mim ilustrado e editorado com os recursos da época. Na dedicatória grafada n’O Jardim, em 19 de junho de 1989, Jamil fez um P.S. rememorativo: “Nosso Tempo Sujo comleta 22 anos em dezembro próximo. Você acha que ‘limpou’ alguma coisa? Abração, J.S.”

É possível, Jamil, porque temos que acreditar que sempre virão tempos melhores. E sua poesia ajudou a construí-los. Pois, como disse o também poeta Roberto Piva, que igualmente passou para o outro lado há pouco, “a Poesia não impediu Auschwitz. O poeta não existe para impedir essas coisas. O poeta existe para impedir que as pessoas parem de sonhar”. E o melhor da história é que os poetas não morrem. Tiram férias permanentes e seus versos continuam a trabalhar por eles, a limpar os tempos.

Feliz aniversário, Jamil! Porque, sem tirar os já passados sete anos de perenes férias, foram 71 anos de vida bem vivida e que sempre continuará a viver em seus textos. Como faremos com dois poemas, um deles em homenagem a Wilson Bueno. E na página de Crônicas vai o texto de Wilson Bueno, publicado quando você completou 70 anos.

Aos opacos

Jamil Snege, Curitiba (1939, 2003)


……..Deixem-me arder
……..Deixem-me queimar as asas
nesse vela,
nesse sol, nesse leiser que envenena
as couves embrutedidas
pela treva.
…….Deixem-me arder.
…….Se ofendo sua lógica,
sua prosódias, seus anéis
de sempre elegante curvatura,
esmaguem minha musculatura
e os ossos que a sustêm.
…….Mas me deixem arder
…….Deixem-me arder de infinito
nesse iníquo delíquio
de existir.
…….E se os ofendo,
soprem minhas cinzas,
derramem minha lixívia,
mas me deixem auferir
as estrelas como o úmero roto
açoita o músculo que seu vôo
desencanta.
…….Deixem-me luzir
definhar meu luminoso espanto
onde só lhes é permitido
sobraçar espasmos
e guarda-chuvas.
…….E seu eu venha a ferir,
opacos, o lusco-fusco
de seus baços,
o hálito de hortaliças,
o bolor de queijo
que amadurece em seus
atrios
absteçam-me de mil insultos
…….Mas me deixem incender.

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Osso para Wilson


Penso em Wilson Bueno
como um osso ao relento,
nu e núbil como um osso
a esmo.

Osso que se bastasse
de sua óssea alvura,
nu e núbil de sua própria
lua.

Osso que se recusasse
à sina que o paparica
e se adornasse de sua
própria adrenalina.

Osso à deriva, a dedilhar
seus venenos como uma
visita.

Osso Wilson Bueno
Ouço sua cítara.

De O Jardim, a tempestade. Jamil Snege. Curitiba: edição do autor, 1989.

Amor platônico

Um pouco de música e poesia não faz mal a ninguém. Encontrei por aí, ou melhor, no Youtube, uma música que fala em metáforas e amores platônicos, o que lembra posts anteriores. A música é da cantora Julieta Venegas, que cresceu em Tijuana, Baixa Califórnia, EUA. Iniciou sua preparação musical estudando piano clássico, a partir dos oito anos de idade.

Filha de pais mexicanos, Julieta foi a única de cinco irmãos que se dedicou à música, razão pela qual, além das aulas de piano, também tomou aulas de teoria, canto e violoncelo, tanto na Escola de Música do Noroeste, como no South Western College de San Diego. (Saiba mais em biografia) Abaixo a letra original, com uma versão em português que fiz, com o video do Youtube.

Amores platónicos

Julieta Venegas, Estados Unidos da América do Norte

No me acercaré a tu jardín,
Nunca tocaré tu flor,
Es mejor la fantasía que me dio,
Tu leve cercanía y su color.

Nunca sospechaste la metáfora,
Y lo que puede lograr,
Nunca entenderás da suavidad,
De lo que no sabe adonde va.

Prefiero amores platónicos,
Consuelo de tontos solitarios,
Prefiero amores imposibles,
Consuelo de haber perdido demasiado.

Y así,
Con tu imagen me iré,
De la mano de haberte deseado tanto,
Mejor,
Desenvaino una melodía,
Para hacerle los honores a tu fantasía.

Prefiero amores platónicos,
Consuelo de tontos solitarios,
Prefiero amores imposibles,
Consuelo de haber perdido demasiado.

Que revolución hay en mi corazón,
Y eso sin haberme acercado a tu balcón,
Si que maravilla es el desencanto,
Si hace que todo se vea mejor imaginado.

Prefiero amores platónicos,
Consuelo de tontos solitarios,
Prefiero amores imposibles,
Consuelo de haber perdido demasiado.

Amores platônicos

Não me acercarei de teu jardim,
Nunca tocarei tua flor,
É melhor a fantasia para mim,
Tua leve presença e sua cor.

Nunca suspeitaste a metáfora,
E o que pode alcançar,
Nunca entenderás da suavidade,
Do que não sabe onde chegar.

Prefiro amores platônicos,
Consolo de tontos solitários,
Prefiro amores impossíveis,
Consolo de haver perdido demasiado.

E assim,
Com tua imagem me irei,
Da ilusão de haver-te desejado tanto,
Melhor,
Desvelo uma melodía,
Para fazer-lhe as honras a tua fantasia.

Prefiro amores platônicos,
Consolo de tontos solitários,
Prefiro amores impossíveis,
Consolo de haver perdido demasiado.

Que revolução há em meu coração,
E isso sem haver me acercado a teu balcão,
Sim, que maravilha é o desencanto,
Se faz com que tudo se veja melhor imaginado.

Prefiro amores platônicos,
Consolo de tontos solitários,
Prefiro amores impossíveis,
Consolo de haver perdido demasiado.

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Em defesa da metáfora

Minha amiga Cassiana Lacerda, que conhece literatura como ninguém, mandou-me um e-mail em defesa da metáfora, cuja importância tentei diminuir no poema do post anterior. E também envia a advocacia musical de Gilberto Gil e sua composição Metáfora, que vai aqui para todos os nossos leitores.

Obrigado, Cassiana, por sua rápida intervenção. E saiba que eu também gosto das metáforas e de todas as figuras de linguagem, apesar do pedantismo etimológico grego da maioria delas. Elas são essenciais para a poesia, aasim como as cores para o pintor. Apenas fui mais áspero para tentar abrir caminhos para uma reflexão sobre a vida. Com suas transubstanciações e trivialidades.

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Metáfora

Gilberto Gil, Bahia, 1982

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: “Lata”
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: “Meta”
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

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Eu, direto ao ponto

Metapoética

Cleto de Assis, Curitiba

Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.
Mas flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao luar,
Os rios seriam homens doentes.

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, em Ficções do Interlúdio


Por que metáforas, se a palavra real é mais objetiva?
Por que a ilusão de ouvir o céu a cantar,
se sabemos que nuvens ou o distante firmamento
só têm cores para mostrar e não sons maviosos?
Se sabemos que a metáfora faz a transposição de uma palavra para outra
por pura analogia de sensações,
por que não ficamos com a primeira, que é mais exata
e dimensiona de modo simples nossos sentimentos?
Ou serão a metáfora e a metonímia, além de figuras de linguagem
escapismos dos tímidos que não ousam enfrentar a palavra real
e por isso inventam figuras de linguagem?

Perdi em mim a criança que fui
e com ela foi embora a coragem de dizer que ainda sou criança
apesar dos visíveis sinais do tempo.
Mas isso não é metáfora, é puro cumprimento do ciclo vital
somado à vaidade de ser considerado um homem respeitável,
porque um homem respeitável não pode ser criança
a não ser por metonímia.
Uma música me diz que morremos um pouquinho em cada despedida,
e isso não é metáfora, é pura realidade
porque sempre estamos morrendo um pouquinho a cada momento,
diante de adeuses ou reencontros
e é preciso viver a vida
e ver sua beleza através da córnea
e da luz que ela filtra até a retina
e não com supostos olhos da alma.
Tivesse olhos a alma
e tivéssemos alma com olhos
para que carregaríamos
o magnífico par de olhos que fazem a luz convergir
e mostrar ao nosso cérebro que podemos enxergar a realidade
sem artifícios poéticos e com cores mais vivas?

Estendo a mão para que a alcance outra mão:
não preciso de palavras
nem enfeitá-las com metáforas
para dizer o que quero.

Curitiba, julho de 2010

Perfil Literário, da Unesp: entrevista com Manoel de Andrade

Manoel de Andrade, um dos primeiros correntistas do Banco da Poesia, foi entrevistado pelo programa Perfil Literário, da Rádio Unesp (SP), dirigido pelo jornalista Oscar D’Ambrosio, coordenador de imprensa da ACI da Unesp e responsável pelo blog http://perfilliterario.wordpress.com/ e pela página http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio. Na entrevista, que pode ser ouvida no áudio abaixo incorporado, Manoel fala de sua infância junto ao mar, sua iniciação poética, o sonho frustrado de ser marinheiro (e compensado em belas obras sobre o mar e seus navios), além de tentar traduzir em palavras o que é ser poeta e dizer alguns de seus poemas. Vale a pena ouvir. Com a sua entrevista, inauguramos mais uma mídia de comunicação do Banco.

Para quem quiser ouvir outras entrevistas do Peril Literário, feitas sempre com destacados nomes da literarura, informamos que a Unesp FM é uma unidade vinculada ao Centro de Rádio e Televisão Cultural e Educativa da Universidade Estadual Paulista. Sediada no câmpus de Bauru, a emissora inaugurou as suas transmissões no dia 13 de maio de 1991. Com potência de transmissão de 3.000 watts e antena de 41 metros, a emissora atinge um raio de 100 km, atendendo a cidade de Bauru e região, podendo ser sintonizada em 105,7 MHz. Na Internet o endereço é http://radio.unesp.br. Perfil Literário iniciou suas entrevistas em janeiro de 2009.

Para ouvir a entrevista, clique na seta