Marilda Confortin abre a mão (e o coração) e faz novos depósitos

Olhar materno

Marilda Confortin, Curitiba
Olhar materno - Cleto de Assis

A menina dos seus olhos

envelheceu

sem ru(s)gas

Vá, idade

Vá-idade Cleto de Assis

dobra os joelhos

doma o orgulho

aceita os conselhos

do espelho

Às vezes acho que te amo, mas logo passa

acho_que_te_amo Cleto de Assis
É quando chove.

Tremulo, umedeço,
emulo terra no cio.

Choro.

Quando estio, te evaporo

Às vezes acho que te amo.

É quando acordo e rebooto.
Reinstalo saberes, sabores,
deleito lembranças,

reluto deletar-te.
Salvo-temporariamen-te

Quando rio, diluo,
deságuo em teus braços afluente,

fluo,
esqueço que sou

somente um riacho.

Às vezes acho que te amo…

Sonho, extasio,
fixo o olhar no vazio

da saudade.

Mas tem sempre
um maldito mosquito
que voa de repente,
trazendo-me de volta
à realidade.

_________________

Ilustrações: C. de A.

2 Respostas para “Marilda Confortin abre a mão (e o coração) e faz novos depósitos

  1. Oi Cleto, que lindas ilustrações você fez aí para meus humildes depósitos. Muito obrigada, querido.
    Beijão

  2. Olá Marilda,

    Li e reli o teu poema, para chegar ao âmago da tua mensagem.
    Então compreendi quanto da tua alma estava ali retratada.
    Amei o teu poema.
    Parabéns, minha amiga inconformista.
    Beijo grande da
    Vera Lucia

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