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		<title>Bom dia, Ano Novo!</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 15:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu mantra Nas várias religiões que cobrem o mundo há discussões infindas sobre o valor das orações repetidas. Fosse eu sacerdote (ou ainda melhor, um bispo) de uma delas, defenderia a repetição como a reiteração do desejo não alcançado, a &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/12/31/meu-mantra/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3773&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span style="color:#993300;">Meu mantra<br />
</span></strong></h2>
<p>Nas várias religiões que cobrem o mundo há discussões infindas sobre o valor das orações repetidas. Fosse eu sacerdote (ou ainda melhor, um bispo) de uma delas, defenderia a repetição como a reiteração do desejo não alcançado, a insistência, a persistência, a reprodução e a multiplicação da vontade. “Ah, mas Mateus ensinou que não devemos multiplicar as palavras, como fazem os pagãos, que usam a força das palavras para serem ouvidos.” Segundo o apóstolo cristão, Deus sabe o que necessitamos, antes mesmo que peçamos a ele. Porém, prevenindo-se contra as dúvidas, ele ensinou a seus discípulos a rezar o Pai Nosso, tantas vezes repetido ao longo de todos os dias.</p>
<p>Mas entre nós, míseros mortais, a força da palavra deve ser usada à exaustão, já que os ouvidos dos poderosos são moucos, mesmo quando sabem, também à exaustão, o que necessitamos.</p>
<p>A oração, para mim, é um ato íntimo (como pregava Mateus), uma busca pelas forças recônditas de nosso próprio ser. Não é prova de abandono, mas de apego à vida, até em momentos em que a esperança é ínfima. Sobretudo, a oração utiliza a energia da palavra para também multiplicá-la em nosso interior. Desse modo, não é preciso ser religioso, no sentido de pertencer a uma determinada organização mística, para fazer uma oração. <strong>Noel Rosa</strong> fez uma canção em louvor a uma mulher amada e lhe deu um nome adequado: “Feitio de Oração”. E era (é) realmente uma oração, sem necessariamente ser dirigida a um ser supremo. Os pintores também rezam quando produzem seus quadros, porque retiram de dentro de si a energia da criação. Os poetas literalmente oram e predicam em seus poemas, construídos com a força da palavra.</p>
<p>Os budistas e outros religiosos orientais vão além das palavras para proferir suas orações, sempre em busca de um caminho energético. Fixam-se, em seus mantras, nos sons de palavras antigas, algumas incompreensíveis, cuja repetição e, possivelmente, a vibração ou onda sonora com que são produzidos criam vários efeitos sobre a pessoa que as emite ou, como creem os seus adeptos, entre o emissor e aquelas que são alcançadas por tais sons.</p>
<p>Repetir um mantra abre portais para o <em>akasha</em>, que seria, no nosso limitado entendimento ocidental, uma espécie de substrato espiritual, o cosmos, a quintessência universal.</p>
<p>Por isso, retomo um recado ao ano de 2010, publicado em dezembro de 2029 no <strong>Banco da Poesia</strong>, e dedico-o ao novo ano que abre agora suas portas. A releitura serviu para convencer-me que pouco mudou, nos limites da pátria amada, nem em 2010, nem em 2011. Os poucos avanços que conquistamos foram quase todos inerciais, produtos da energia social que não necessita de apoios oficiais para mover-se, ou de empurrões do mundo globalizado, que nos obriga a acompanhar ou copiar ações de outros países. Continuamos a ser meros exportadores de produtos primários (ou de <em>commodities</em>, como dizem os mais sofisticados) e de alguns semimanufaturados, sem agregar valor às nossas riquezas naturais. Temos pouco desenvolvimento tecnológico, porque nos faltam Educação e pesquisa científica. Recebemos afagos da vaidade quando anunciam que nos tornamos a oitava economia mundial e logo seremos a sétima, passando pelo Reino Unido e pela França, o que só nos distrai de outra verdade mais contundente: o Brasil ainda está na 84ª posição no índice de Desenvolvimento Humano, atrás de muitos países da América Latina, como Argentina, Chile, México, Uruguai, Cuba, Costa Rica, Panamá, Peru, Equador  e Venezuela. A cada novo governo, a cada novo ano, ecoam as promessas mântricas de prioridade para a Educação, combate à fome e à miséria (como se fossem coisas separadas), faxina para os malfeitos (mas nunca para todos os malfeitores). Continuam a ser mantras sem reverberações.</p>
<p>Eis-nos, pois, nascente ano de 2012, novamente embasbacados diante de ti, um novo ano aventuroso, cujas venturas podem se confundir apenas com leves ventos de esperanças. Arrepiados, por exemplo, quando se anuncia, já para janeiro, a troca do roto pelo esfarrapado na pasta da Educação, que deveria ser o ministério mais importante para qualquer governo. Temerosos, novamente, quando ainda perduram as estruturas políticas viciadas e os estratagemas indecentes para manter o poder de determinados partidos. Assombrados porque, diante de um novo ano eleitoral, quando iremos escolher novos prefeitos e vereadores, nada mais existe, em matéria política, que a mera vontade de se ganhar eleições, sob qualquer condição, com qualquer indivíduo, seja ele preparado para o trabalho público ou um virtual aproveitador do dinheiro público.</p>
<p>É hora, portanto, de repetir meu mantra, certo de que, em um ano qualquer mais radiante, conseguiremos fazer com que nossa sociedade nacional cresça e apareça –  mais séria, mais respeitosa e respeitada.</p>
<p>E não custa também repetir, apesar disto ser um velho clichê: <span style="color:#ff0000;"><strong>Feliz Ano Novo para todos</strong></span>! (<em>Cleto de Assis</em>)</p>
<h2><span style="color:#0000ff;"><strong> Oração a 2012</strong></span></h2>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/pombas_picasso.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3774" title="Pombas_Picasso" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/pombas_picasso.png?w=500&#038;h=442" alt="" width="500" height="442" /></a></p>
<p><strong>2012,  que estás a chegar</strong><br />
tão cheio de esperanças, tal como teus irmãos passados,<br />
venha até nós com certezas e realizações.<br />
Faze-nos atingir o caminho da Justiça, em todas as suas direções<br />
e realiza o milagre da multiplicação dos pães<br />
sem o auxílio mesquinho de astuciosas dádivas politicóides,<br />
mas alcançado por meio do Trabalho digno e recompensador.<br />
Faze com que a Saúde seja também imperadora em todos os lares<br />
e afasta principalmente as crianças das caliginosas névoas da tristeza<br />
e da fome e da doença.<br />
Acende a chama pentecostal do conhecimento<br />
sobre todas as cabeças, por meio da nobreza da Educação e da alegria do Saber.<br />
Livra-nos das promessas vazias dos homens e das mulheres que querem nos liderar<br />
e encaminha-os ao cometimento de ações sérias e consequentes<br />
com total respeito ao imposto nosso de cada dia.<br />
Não os deixes cair nas tentações das propinas<br />
e não lhes perdoes as suas ofensas, nem lhes dês a benção espúria da impunidade.<br />
Unge-nos com o bálsamo da paciência<br />
para que possamos suportar as falsidades, as descaradas mentiras,<br />
os impropérios gramaticais dos horários eleitorais<br />
e as ladainhas sem sentido dos salvadores da Pátria.</p>
<p>Amigo 2012, tu que vens com data certa para um novo exercício de Democracia,<br />
faze com que ela permaneça entre nós,<br />
senhora que é da Liberdade e da Justiça Social.<br />
Ajuda-a a não ser usada para a prosperidade dos demagogos<br />
ou para o gozo dos déspotas.<br />
Mostra aos pretensos donos do poder que só ela salva<br />
e pode nos garantir o direito de opinião e de expressão<br />
sem termos que nos submeter à censura dos donos das verdades<br />
ou ao estulto absolutismo de um único partido.<br />
No período eleitoral, faze que, quando houver ódio,<br />
possamos também falar de amor sem nos envergonharmos;<br />
quando houver ofensa, que ela seja sucedida pela pacificação;<br />
quando houver discórdia, que possamos remar a favor da união;<br />
quando houver dúvida, que tenhamos de pronto o esclarecimento;<br />
quando houver erro, que possamos chegar rápido à verdade;<br />
quando houver desespero, ajuda-nos a manter a esperança;<br />
quando houver tristeza, que se eleve a alegria;<br />
quando houver trevas, que se faça a luz.</p>
<p>Sobretudo, aguardado 2012,<br />
faze com que finalmente compreendamos o valor da Paz e do Trabalho<br />
para que não precisemos mais suplicar por felizes novos anos .</p>
<p><strong>Cleto de Assis – dezembro de 2009, renovado em dezembro de 2011.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3773/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3773&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Últimos dezembros</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 02:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[21 de dezembro de 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Menino-Deus]]></category>
		<category><![CDATA[previsões]]></category>
		<category><![CDATA[Vera Lucia Kalahari]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos um novo dezembro. Fim de ano, renascer de esperanças e renovação de promessas. Festas, comilanças, fome aqui e ali, bebedeiras, ressacas, fogos de artifício, ensaios de solidariedade. Declarações de amor e amizade que, muito provavelmente, serão esquecidas a partir &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/12/18/ultimos-dezembros/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3768&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos um novo dezembro. Fim de ano, renascer de esperanças e renovação de promessas. Festas, comilanças, fome aqui e ali, bebedeiras, ressacas, fogos de artifício, ensaios de solidariedade. Declarações de amor e amizade que, muito provavelmente, serão esquecidas a partir de janeiro ou no tempo que correr após o próximo carnaval. Dizem os apocalípticos que será o último dezembro completo da humanidade, pois está marcada a data fatal do calendário Maia: 21 de dezembro de 2012.</p>
<p>O próximo ano será o ano do Armageddon, a batalha final prenunciada pela Bíblia.  Nostradamus também volta ser lembrado e tem gente que jura que ele (já usado para outras mortes do mundo, em épocas passadas) igualmente previu algo terrível para o próximo final de ano. Mas também há previsões científicas, que dizem ser 2012 o ano do fenômeno da Precessão, ou do alinhamento cósmico, no qual o eixo da Terra mudará seu ângulo em relação à galáxia. Prevê-se também a inversão dos polos da Terra, com cataclismos fantásticos, erupções vulcânicas, terremotos,  tsunamis e colossais tormentas solares, que causarão colapsos nas redes elétricas e eletrônicas.</p>
<p>O pior (ainda pode haver coisas piores do que os desastres anunciados?) será o deslizamento da crosta terrestre, desarranjando novamente a posição dos continentes. A vingança de Gea, por não sabermos dela cuidar. Ou de uma justiceira alienígena, Némesis, a deusa da vingança, uma estrela que poderá afetar terrivelmente a vida terrestre, devido a sua aproximação. Também com agenda marcada para 2012. E os asteróides, já vistos em produções holiudianas, que poderão (ou deverão?) chocar-se com nosso planetinha querido, igualmente no próximo ano?  Têm até identidade própria, alfanuméricas:  2003 QQ47 ou VD17 2004, monstros de pedra que podem por um ponto final na nossa vidinha nem sempre tão mansa como gostaríamos. Tudo isso sem falar no degelo total do polo norte, com suas consequencias imagináveis.</p>
<p>Os mais otimistas ( e ponha-se otimismo nisso) falam no início de uma nova fase para a humanidade, de conscientização universal e de abandono do egoísmo que, até agora, tem comandado nossa história.</p>
<p>Nós, que amamos a Poesia, mesmo quando ela se nos mostra triste e até trágica, preferimos acreditar que a humanidade, pouco a pouco, alcançará o caminho do equilíbrio social e da harmonia universal. Desastres sempre ocorreram e fazem parte da história natural do planeta. Enquanto eles não vem, preferimos acreditar que ainda haverá muitos dezembros felizes para muitos, infelizes para alguns. Dezembros luminosos, não necessariamente candentes devido a bombas ou asteróides vingadores.  Dezembros que continuarão a lembrar o simbolismo de um menino que renasce todos os anos para, depois de adulto, pregar paz e amor. Símbolo bom para religiosos e não religiosos.</p>
<p>Menino despertado, neste dezembro, pela crônica poética de Vera Lúcia Kalahari, por ela enviada lá de Portugal. Menino que lembra todos os meninos que fomos, que somos e que seremos, como o menino de João Manuel Simões, exposto no seu mais recente livro de poemas, Memórias Breves do Menino Antigo, sobre o qual escreverei mais tarde. Atrevo-me a emprestar o texto da amiga Vera Lúcia para dele fazer minha mensagem de Natal, endereçada a todos os amigos do banco da Poesia. (<em>Cleto de Assis</em>)</p>
<h2><span style="color:#993300;">Crônica do Menino-Deus</span></h2>
<p style="padding-left:30px;"><em><strong>Vera Lúcia Kalahari</strong></em></p>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/menino.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3769" title="Menino" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/menino.jpg?w=500&#038;h=348" alt="" width="500" height="348" /></a></p>
<p>Nasceste.<br />
Chegaste num dia frio de sol cadente.<br />
Dormirás sobre estrelas e trazias no cabelo o ouro que tiraras delas.<br />
Nas mãos, um tesouro: o peso assustador, esmagador, do mundo&#8230;<br />
Nos olhos, a pureza duma açucena, o brilhar de prantos que jamais choraste.</p>
<p>Nasceste. Não vieste para reinar entre pratas, ouro e pedras, como<br />
aqueles que se intitulam teus seguidores.  Chegaste só, com a chuva<br />
que tombava num telhado em ruínas. Agora, dormes num monte de feno<br />
quente, cheirando a campo. Perto, tua mãe vela docemente com o peso<br />
dum filho que é seu, mas que o mundo roubará.</p>
<p>Nasceste, menino, Homem-Deus, mas não ficaste.<br />
Encontraste, em cada esquina, um Judas<br />
para te trair e uma coroa de espinhos para te ferir com o peso dos<br />
pecados a curvar-te, a enterrar-se até ao fundo do teu coração. Estás<br />
em tudo, Menino-Deus&#8230;</p>
<p>Pena teres partido. Não teres mantido o teu<br />
reinado, Tua humildade imensa de cordeiro, entre os homens.<br />
Porque então, Menino-Deus, esta não seria a terra de rios intumescidos<br />
de prantos e de gemidos.<br />
E nós, não seriamos estes vermes rastejantes, de olhos suplicantes<br />
virados para Ti, numa ânsia agônica de Te tocar, sem termos forças<br />
para Te alcançar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3768/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3768&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Feliz aniversário, com felizes silêncios de Eduardo Masullo</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 21:07:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Buenos Aires]]></category>
		<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>
		<category><![CDATA[cosas de la vida]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Mazullo]]></category>
		<category><![CDATA[otoño]]></category>
		<category><![CDATA[outono]]></category>
		<category><![CDATA[silêncios]]></category>

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		<description><![CDATA[Eduardo Masullo, nosso correntista de Buenos Aires, está fazendo aninhos hoje.  Enviamos nosso abraço e comemoramos a data com seus canoros silêncios. Las cosas de la vida Eduardo Mazullo El silencio A veces Es un gato negro. A veces, Un &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/12/06/feliz-aniversario-com-felizes-silencios-de-eduardo-masullo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3760&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Eduardo Masullo</strong>, nosso correntista de Buenos Aires, está fazendo aninhos hoje.  Enviamos nosso abraço e comemoramos a data com seus canoros silêncios.</p>
<h2><span style="color:#993300;">Las cosas de la vida</span></h2>
<h4><strong>Eduardo Mazullo</strong></h4>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/silencio.png"><img class="alignleft size-full wp-image-3761" title="Silencio" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/silencio.png?w=500&#038;h=335" alt="Silencio, por Cleto de Assis" width="500" height="335" /></a></p>
<p>El silencio<br />
A veces<br />
Es un gato negro.<br />
A veces,<br />
Un tordo blanco.<br />
A veces un sable con sueño.</p>
<p>Nunca es la misma cosa<br />
Si una vez el silencio fue el invierno<br />
Ya nunca el invierno será el silencio.<br />
Hay tantas cosas en la vida<br />
Que nunca el silencio quedará solo.<br />
Ayer el silencio<br />
Fue la pelota de fútbol perdida.<br />
Hoy sabemos, que la pelota de fútbol<br />
Ya nunca será el silencio.<br />
Una cosa por la otra.<br />
Dios es justo como mi tío Alberto,<br />
Que me regaló todas las pelotas de la infancia.</p>
<p>Silencio fue mi papá.<br />
Silencio mi mamá. Y los abuelos.<br />
Ahora tengo muchísimo miedo<br />
Porque uno de estos días<br />
Silencio será mi corazón,<br />
Y desde entonces<br />
Seré silencio para siempre.</p>
<address>20/7/2010</address>
<h2 style="padding-left:60px;"><span style="color:#993300;">As coisas da vida</span></h2>
<p style="padding-left:60px;">O silêncio<br />
Às vezes<br />
É um gato negro.<br />
Às vezes,<br />
Um tordo branco.<br />
Às vezes um sabre com sono.</p>
<p style="padding-left:60px;">Nunca é a mesma coisa<br />
Se uma vez o silêncio foi o inverno<br />
Já nunca o inverno será o silêncio.<br />
Há tantas coisas na vida<br />
Que nunca o silêncio ficará sozinho.<br />
Ontem o silêncio<br />
Foi a bola de futebol perdida.<br />
Hoje sabemos que a bola de futebol<br />
Já nunca será o silêncio.<br />
Uma coisa pela outra.<br />
Deus é justo como meu tio Alberto,<br />
Que me deu todas as bolas da infância.</p>
<p style="padding-left:60px;">Silêncio foi meu pai.<br />
Silêncio minha mãe. E os avós.<br />
Agora tenho muitíssimo medo<br />
Porque um destes dias<br />
Silêncio será meu coração,<br />
E desde então<br />
Serei silêncio para sempre.</p>
<h2><span style="color:#993300;">Tu mirada</span></h2>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/tu_mirada.png"><img class="alignleft size-full wp-image-3762" title="Tu_Mirada" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/tu_mirada.png?w=500&#038;h=363" alt="Teu_Olhar_ilustração de Cleto de Assis" width="500" height="363" /></a></p>
<p>¿En qué cava oscura,<br />
Húmeda y maravillosa,<br />
Madura tu silencio?</p>
<p>Allí congrega<br />
Otros silencios<br />
Más antiguos,<br />
Más nocturnos,<br />
De los tiempos bárbaros<br />
En que la lluvia<br />
Era siempre<br />
Un peligro.</p>
<p>Y el silencio<br />
Sube por tu rostro<br />
Como el vino<br />
Dentro de ancha copa<br />
Invertida de coñac<br />
Hasta que tus ojos<br />
Huelen a lo callado,<br />
A lo húmedo, a lo maravilloso.</p>
<h4 style="padding-left:30px;">16/9/2010</h4>
<h2 style="padding-left:60px;"><span style="color:#993300;">Teu olhar</span></h2>
<p style="padding-left:60px;">Em que cava escura,<br />
Úmida e maravilhosa,<br />
Matura teu silêncio?</p>
<p style="padding-left:60px;">Ali congrega<br />
Outros silêncios<br />
Mais antigos,<br />
Mais noturnos,<br />
Dos tempos bárbaros<br />
Em que a chuva<br />
Era sempre<br />
Um perigo.</p>
<p style="padding-left:60px;">E o silêncio<br />
Sobe por teu rosto<br />
Como o vinho<br />
Dentro de larga taça<br />
Invertida de conhaque<br />
Até que teus olhos<br />
Cheirem a calado,<br />
A úmido, a maravilhoso.</p>
<h2><em><span style="color:#993300;">Sin título</span></em></h2>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/pc3a9s-de-outono.png"><img class="alignleft size-full wp-image-3764" title="Pés de outono" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/12/pc3a9s-de-outono.png?w=500&#038;h=372" alt="Pés de outono, ilustração de Cleto de Assis" width="500" height="372" /></a></p>
<p>¿Qué es esa prisa<br />
Que cruje veloz<br />
Entre las hojas secas?</p>
<p>Cruje<br />
El alma del otoño.</p>
<p>Hay un llanto<br />
Que crece<br />
Como hierba entre la piedra.</p>
<p>¿De quién es todo este silencio?</p>
<h4 style="padding-left:30px;">18/9/2010</h4>
<h2 style="padding-left:60px;"><em><span style="color:#993300;">Sem título</span></em></h2>
<p style="padding-left:60px;">O que é essa pressa<br />
Que estala veloz<br />
Entre as folhas secas?</p>
<p style="padding-left:60px;">Estala<br />
A alma do outono.</p>
<p style="padding-left:60px;">Há um pranto<br />
Que cresce<br />
Como erva entre a pedra.</p>
<p style="padding-left:60px;">De quem é todo este silêncio?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3760/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3760&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Silencio</media:title>
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			<media:title type="html">Tu_Mirada</media:title>
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			<media:title type="html">Pés de outono</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Os dois Mários utópicos</title>
		<link>http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/29/os-dois-marios-utopicos/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 19:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Benedetti]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Quinta]]></category>
		<category><![CDATA[utopia]]></category>
		<category><![CDATA[utopias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em linha reta, menos de mil quilômetros os separavam. Um em Montevidéu, outro em Porto Alegre. Em linhas poéticas, nenhuma separação, a não ser de idéias individualizadas. Ambos buscavam a palavra simples, mas de enorme carga emocional. Ambos Mário. Um &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/29/os-dois-marios-utopicos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3747&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em linha reta, menos de mil quilômetros os separavam. Um em Montevidéu, outro em Porto Alegre. Em linhas poéticas, nenhuma separação, a não ser de idéias individualizadas. Ambos buscavam a palavra simples, mas de enorme carga emocional. Ambos <strong>Mário</strong>. Um <strong>Benedetti</strong>, o outro <strong>Quintana</strong>. Ambos poetas que já se foram. Ambos menestréis do amor e da paz que ficarão entre nós eternamente.</p>
<h4><span style="color:#0000ff;">Este <em>post</em> é dedicado a <strong>Manoel de Andrade</strong>, em regozijo à sua pronta recuperação.</span></h4>
<h2><span style="color:#993300;">Utopía</span></h2>
<h4><strong>Mário Benedetti</strong></h4>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/benedettiaqua.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3749" title="BenedettiAqua" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/benedettiaqua.jpg?w=300&#038;h=197" alt="" width="300" height="197" /></a></p>
<p>Cómo voy a creer / dijo el fulano<br />
que el mundo se quedó sin utopías</p>
<p>cómo voy a creer / dijo el fulano<br />
que el universo es una ruina<br />
aunque lo sea<br />
o que la muerte es el silencio<br />
aunque lo sea</p>
<p>cómo voy a creer<br />
que el horizonte es la frontera<br />
que el mar es nadie<br />
que la noche es nada</p>
<p>cómo voy a creer / dijo el fulano<br />
que tu cuerpo / mengana<br />
no es algo más de lo que palpo<br />
o que tu amor</p>
<p>ese remoto amor que me destinas<br />
no es el desnudo de tus ojos<br />
la parsimonia de tus manos</p>
<p>cómo voy a creer / mengana austral<br />
que sos tan sólo lo que miro<br />
acaricio o penetro<br />
cómo voy a creer / dijo el fulano<br />
que la utopía ya no existe<br />
si vos  / mengana dulce<br />
osada / eterna<br />
si vos / sos mi utopía.</p>
<h2><span style="color:#993300;">Utopia</span></h2>
<p style="padding-left:60px;">Como vou crer / disse o fulano<br />
que o mundo ficou sem utopias</p>
<p style="padding-left:60px;">como vou crer / disse o fulano<br />
que o universo é uma ruína<br />
ainda que o seja<br />
ou que a morte é o silencio<br />
ainda que o seja</p>
<p style="padding-left:60px;">como vou crer<br />
que o horizonte é a fronteira<br />
que o mar é ninguém<br />
que a noite é nada</p>
<p style="padding-left:60px;">como vou crer / disse o fulano<br />
que teu corpo / sicrana<br />
não é algo mais do que apalpo<br />
ou que teu amor</p>
<p style="padding-left:60px;">esse remoto amor que me destinas<br />
não é o despir-se de teus olhos<br />
a moderação de tuas mãos</p>
<p style="padding-left:60px;">como vou crer / sicrana austral<br />
que és tão somente o que vejo<br />
acaricio ou penetro<br />
como vou crer / disse o fulano<br />
que a utopia já não existe<br />
se tu / sicrana doce<br />
ousada/ eterna<br />
se tu / és minha utopia</p>
<p><em>Versão:</em> C. de A.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align:left;">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/utopia.jpg"><img class="size-full wp-image-3751" title="Utopia" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/utopia.jpg?w=500&#038;h=312" alt="" width="500" height="312" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ilustração: Cleto de Assis</dd>
</dl>
</div>
<h2><span style="color:#993300;">Das Utopias</span></h2>
<h4><strong>Mário Quintana</strong></h4>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/mario_quintanaaqua.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3748" title="mario_quintanaAqua" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/mario_quintanaaqua.jpg?w=290&#038;h=300" alt="" width="290" height="300" /></a></p>
<p>Se as coisas são inatingíveis&#8230; ora!<br />
Não é motivo para não querê-las&#8230;<br />
Que tristes os caminhos se não fora<br />
A mágica presença das estrelas!</p>
<p style="padding-left:60px;"><em>de: </em><em> Espelho Mágico</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3747/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3747&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Utopia</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Domingos Pellegrini lança novo livro em Curitiba</title>
		<link>http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/27/domingos-pellegrini-lanca-novo-livro-em-curitiba/</link>
		<comments>http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/27/domingos-pellegrini-lanca-novo-livro-em-curitiba/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 23:57:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Claret de Rezende]]></category>
		<category><![CDATA[Cleto de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Dalva Pellegrini]]></category>
		<category><![CDATA[Domingos Pellegrini]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Leya]]></category>
		<category><![CDATA[Herança de Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Sampaio]]></category>

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		<description><![CDATA[A história da mãe do escritor Domingos Pellegrini Jaime Cimenti O consagrado e premiado escritor Domingos Pellegrini estreou na literatura em 1977, com o livro de contos O Homem Vermelho, premiado com o Prêmio Jabuti. Com o romance O Caso &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/27/domingos-pellegrini-lanca-novo-livro-em-curitiba/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3738&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color:#0000ff;">A história da mãe do escritor Domingos Pellegrini</span></h2>
<h4><em>Jaime Cimenti</em></h4>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/domingos_maria.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3739" title="Domingos_Maria" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/domingos_maria.jpg?w=500&#038;h=620" alt="" width="500" height="620" /></a>O consagrado e premiado escritor <strong>Domingos Pellegrini</strong> estreou na literatura em 1977, com o livro de contos <em>O Homem Vermelho</em>, premiado com o Prêmio Jabuti. Com o romance <em>O Caso da Chácara Chão</em>, de 2001, recebeu outro Jabuti. Com outros romances e livros de poesia, recebeu mais quatro Prêmios Jabuti. Há quinze anos o autor vive de literatura, depois de ter se mudado para uma chácara na cidade onde nasceu, Londrina. Herança de Maria é uma alentada narrativa de 416 páginas que retrata a vida da mãe do escritor, uma mulher forte, que nasceu menina humilde no interior do Paraná, tornou-se dona de pensão, engravidou sem saber direito o que era um parto, desafiou um soldado da ditadura com tapa na cara para proteger o filho e viveu separada do marido na época em que isso era uma vergonha. Era mulher com resposta para tudo. As primeiras páginas do romance iniciam com Maria, aos 80 anos, em coma. As mãos fortes, que no passado bateram o pilão, estão, agora, imóveis, repousando sobre seu peito. Este romance é a estreia de Pellegrini na Editora LeYa Brasil. A narrativa é intensa, comovente e envolve lembranças, cartas antigas encontradas em caixas de sapato, memórias e conversas com quem conheceu Maria ao longo da vida. Descrevendo a trajetória de Maria, o protagonista e alterego do autor fica ao seu lado no quarto, observando-a e acabando por reconstruir  momentos da vida de nosso Brasil destas últimas décadas, através de suas ideologias e mudanças. O filho não sabe se Maria, com o corpo inerte, vai durar dias, meses ou anos. A decisão sobre o final da vida da mãe cabe a Deus, mas a ele também. Que morte deveria ter aquela Maria especial? O que poderia ser feito depois de tantas décadas de luta? Como lembrar dos caminhos de  tantos homens, mulheres, civis, militares, jovens e crianças, envoltos num período marcante da História do Brasil? O protagonista lembra, relembra, imagina e vai construindo o possível. Ele decide que aquela mulher extraordinária, forte, íntegra, corajosa, capaz de operar verdadeiros “milagres”, merece algo mais grandioso do que simplesmente viver na inércia de um vegetal.  Editora LeYa, 416 páginas, R$ 44,90,<a href="http://www.leya.com.br/" target="_blank"> www.leya.com.br</a>.</p>
<p>________________________</p>
<p>Conheci Maria, a real, apenas de raspão. Mais precisamente, ao atender dois telefonemas que ela fez à redação do <em>Novo Jornal</em>, em Londrina  – lá pelos idos de 1970 – cujo redator-chefe era o jovem e talentoso jornalista <strong>Domingos Pellegrini</strong>,  seu filho. Mãe zelosa, reclamava do fato de o “menino” estar trabalhando até altas horas, quando deveria estar em casa. Anos mais tarde, quando conversamos, em um de nossos reencontros, ele descreveu a tragédia de ver sua mãe padecer, à beira da morte. Era, talvez, um rápido <em>trailer</em> do livro que agora expõe ao público, numa primorosa edição da <em><strong>LeYa,</strong></em> de editores portugueses que, novamente, estão descobrindo o Brasil, sem muito alarde, mas com um catálogo já bem fornido. Obras como <em>Uma Patada com Carinho</em>, da cartunista <strong>Fabiane Bento Langona</strong> (<em>Chiquinha</em>);<em>A Bossa do Lobo</em>, na qual <strong>Denilson Monteiro</strong> conta a vida de <strong>Ronaldo Bôscoli</strong>; <em>Historietas assombradas</em>, de <strong>Victor-Hugo Borges</strong>; <em>O fim da guerra</em>, de <strong>Denis Russo Burgierman</strong>, e <em>Escritos em verbal de aves</em>, do poeta <strong>Manoel de Barros. </strong></p>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/logoleya_.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3740" title="logoleya_" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/logoleya_.jpg?w=109&#038;h=150" alt="" width="109" height="150" /></a>A editora <em><strong>LeYa</strong></em> também investe, agora, na reedição do livro do curitibano <strong>Leandro Narloch</strong>, o <em>Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil</em><em>, um best-seller que já vendeu 200 mil exemplares, desde seu lançamento, em 2009. </em> Desta vez ele será vendido em uma caixa, associado ao <em>Guia Politicamente Incorreto da América Latina</em>, que Narloch escreveu em parceria com seu colega de <em>Veja</em>, <strong>Duda Teixeira</strong>. Anuncia-se que a tiragem da dupla será de 70 mil exemplares, um número realmente expressivo no mercado editorial do Brasil.</p>
<p>Pellegrini lançou seu novo livro em Curitiba no último dia 25 de novembro, no bar Quintana. Como sempre, reuniu amigos e admiradores de sua literatura, mostrando mais uma história bem contada, que pode ser a história de milhões de brasileiros que vivem simplesmente em pacatas cidades do interior, com raízes na roça. Uma história de amor filial e amor materno, sem ser melodramática. Uma história como essas que a gente guarda na memória da criança que todos fomos e que muitos esquecem. A intimidade familiar e a onipresença de Maria, a simples, a batalhadora, a sofredora, mais heroína do que o próprio filho que queria ser herói para salvar o Brasil de todas as suas desgraças. Pelo menos até onde já fui, na leitura de <em>A Herança de Maria</em>, deu para perceber que Domingos Pellegrini alia as suas qualidades de excelente narrador, poeta e historiador da simplicidade ao sentimento de gratidão pelo que recebeu de sua mãe, nas contínuas heranças de dedicação. Seu livro é uma grande herança ao revés, que dela não recebeu, mas que entrega carinhosamente após sua morte.</p>
<p>Este novo reencontro com Domingos Pellegrini também me deu a oportunidade para rever velhos amigos londrinenses, como os que aparecem na foto. Faltou Nilson Monteiro, também amigo e colaborador do <em>Novo Jornal</em>, que já havia saído na hora do “instantâneo”. Obrigado, Dinho, por mais esta jóia literária. <em>Cleto de Assis</em></p>
<div class="mceTemp" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/claretcletoricardodinhodalva.jpg"><img class="size-full wp-image-3741" title="ClaretCletoRicardoDinhoDalva" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/claretcletoricardodinhodalva.jpg?w=500&#038;h=374" alt="" width="500" height="374" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Claret de Rezende, Cleto de Assis, Ricardo Sampaio e Domingos Pellegrini, colegas nos tempos áureos da <em>Folha de Londrina</em>. Embeleza a foto Dalva, esposa de Pellegrini</dd>
</dl>
</div>
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		<title>Eudes Moraes: Multiverso ou um olhar realista do cotidiano</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 23:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Editora InVerso, de Curitiba, promove o lançamento, no próximo dia 22 de novembro (terça-feira) do livro Multiverso, do paulista-paranaense Eudes Moraes, com poemas que o autor define como feitos com “temas extraídos do cotidiano, colhidos de uma particular observação &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/19/eudes-moraes-multiverso-ou-um-olhar-realista-do-cotidiano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3724&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/email-mkt.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3727" title="email mkt" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/email-mkt.jpg?w=500&#038;h=371" alt="" width="500" height="371" /></a></p>
<p>A <em>Editora InVerso</em>, de Curitiba, promove o lançamento, no próximo dia 22 de novembro (terça-feira) do livro <strong><em>Multiverso</em></strong>, do paulista-paranaense <strong>Eudes Moraes</strong>, com poemas que o autor define como feitos com “temas extraídos do cotidiano, colhidos de uma particular observação do comportamento humano”. São 80 poemas, nos quais Eudes busca, nas palavras, “cores e aromas, transitando por memórias e desejos”.</p>
<p>Paulista de nascimento, Eudes Moraes morou em Londrina por 16 anos, em Brasília por seis anos e reside em Curitiba há 32 anos. Graduado em Psicologia, Teologia, Filosofia e Direito, define-se também como escritor e poeta, com participações em vários livros. Publica artigos em jornais e revistas e gosta de exercitar, no Facebook, sua tendência polemista e de incitador à reflexão. Como empresário (atualmente CEO da empresa Kazatec), foi Diretor no Grupo empresarial INEPAR S/A, por 25 anos, e diretor-geral da Rádio CBN, em Curitiba. É membro do Círculo de Estados Bandeirantes, entidade hoje abrigada pela PUC/PR, fundada em 1929 por um grupo de jovens idealistas, muitos dos quais se tornaram figuras importantes da cultura paranaense, como <strong>Bento Munhoz daRocha Neto</strong>, J<strong>osé Farani Mansur Guérios</strong>, <strong>Benedicto Nicolau dos Santos</strong> e <strong>José Loureiro Fernandes</strong>, entre outros.</p>
<p>Para completar sua biografia, publicamos um poema seu, que soa como um libelo em versos diretos,  sem metáforas, no qual ele demonstra seu poder de observação crítica da vida que se (es)vai por aí.</p>
<p>Desejamos sucesso a Eudes, nessa sua empreitada pouco comum de empresário-poeta.</p>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/multiverso_capa.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-3729" title="Multiverso_capa" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/multiverso_capa.png?w=720&#038;h=1024" alt="" width="720" height="1024" /></a></p>
<h2 style="padding-left:60px;"><span style="color:#993300;"><strong>A morte dos mitos  </strong></span></h2>
<p style="padding-left:60px;"><strong></strong>Eu despontava para a vida e ao longe vislumbrava<br />
nomes de pessoas e figuras ilustres na sociedade,<br />
que pareciam distantes e intocáveis como mitos.<br />
Tinha a sensação de que com elas jamais teria afinidade.</p>
<p>Cresci. Comecei a ler e ver fotografias nos jornais,<br />
vi autoridades, vultos da política e eclesiásticos.<br />
Pessoas no poder e muitas delas endinheiradas,<br />
pareciam ser muito especiais. Eram respeitadas.<br />
Elas representavam os poderes constituídos,<br />
de longe, pareciam probas e de caráter ilibado,<br />
líderes sérios, competentes, incorruptos e eruditos.</p>
<p>Da distância em que eu estava, esses eram os meus mitos.<br />
Da minha humildade, eu os via como modelo.<br />
Via-os liderando, discursando, sendo entrevistados,<br />
Suas opiniões eram regras a seguir, insidioso apelo,<br />
Falavam palavras bonitas com gestuais combinados.</p>
<p>Passei pelas escolas e espaços fui conquistando,<br />
fui me aproximando dos mitos e descobrindo<br />
que eles não eram o que de longe aparentavam,<br />
e muitos desses heróis por mim foram passando.<br />
De família modesta, foi rápida a minha ascensão.<br />
Não tendo posses, só pelo intelecto podia vencer.</p>
<p>De casa saí com quinze anos, num internato estudei.<br />
A universidade da vida é difícil, uma escola do saber.<br />
A vida não me foi fácil e desafios tive que romper,<br />
imaginava que os melhores habitavam nas capitais.</p>
<p>Em Curitiba, via mitos no poder político e empresarial,<br />
a partidos políticos me filiei — casas de vestais.<br />
Jogo sórdido existe em entidades de classes,<br />
fiz política, não tive estômago para tanta podridão!<br />
Fiz futebol, não gostei do que vi, ouvi e como agem,<br />
presenciei hipocrisia e jogo de poder na religião.</p>
<p>De deputados e governadores me tornei amigo,<br />
fiz secretários, indiquei servidores para cargos.<br />
À medida que me aproximava e com eles convivia,<br />
mais desencantos e decepções eu reunia.</p>
<p>Morei em Brasília e mais perto do poder fiquei,<br />
convivi naquela corte com autoridades da República,<br />
fiz amizades nas embaixadas e pelas festas desfilei.</p>
<p>Vi o despreparo humano e fragilidades presenciei.<br />
Os incompetentes são fracos, traidores e covardes,<br />
foi aí que me dei conta do desvalor conceitual,<br />
como se o conceito de um mito se desgastasse,<br />
perdesse o brilho e o encanto se desmanchasse.</p>
<p>Poucos deixaram boas marcas em minha vida,<br />
poucos os que, tendo defeitos, se agigantaram,<br />
pelo caráter, probidade, distinção, pudor, honradez,<br />
e o meu respeito, por seus princípios, conquistaram.</p>
<p>Mito é pessoa comum quando fica lado a lado,<br />
mito é um incompetente que se escala para o poder.<br />
O mito pode ser frágil, antiético, injusto e desumano,<br />
na medida em que se aproxima ele vai nos enojando.</p>
<p>Com a convivência, as pessoas vão se revelando,<br />
mostram seu lado podre e se corrompem na ganância,<br />
são egoístas, desonestas e se perdem na vaidade,<br />
tornam-se chatas, exibidas, cansativas, causam ânsia.</p>
<p>As pessoas se deterioram diante dos nossos olhos,<br />
quando gostam do poder e na ostentação fazem ritos.<br />
Se insuportáveis, fúteis, metidas e cometem delitos,<br />
quebram o encanto, morrem como todos os mitos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3724/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3724/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3724/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3724/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3724/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3724/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3724/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3724/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3724/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3724/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3724/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3724/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3724/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3724/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3724&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Carícias e palavras acariciantes de Alfonsina</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 23:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um mês após a morte de Alfonsina Storni (Argentina,  1892 – 1938), intencionalmente buscada em uma praia de Mar del Plata, um senador seu compatriota a homenageou com estas palavras: «Nosso progresso material assombra a nós e a estranhos. Construímos &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/12/caricias-e-palavras-acariciantes-de-alfonsina/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3714&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um mês após a morte de Alfonsina Storni (Argentina,  1892 – 1938), intencionalmente buscada em uma praia de Mar del Plata, um senador seu compatriota a homenageou com estas palavras: «Nosso progresso material assombra a nós e a estranhos. Construímos urbes imensas. Centenas de milhões de cabeças de gado pastam na imensurável planície argentina, a mais fecunda da terra; mas frequentemente subordinamos os valores do espírito aos valores utilitários e não conseguimos, com toda nossa riqueza, criar una atmosfera propícia onde pode prosperar essa planta delicada que é um poeta».</p>
<p>Não serão, certamente, as palavras momentaneamente sábias de um político que farão prosperar o jardim da poesia. As flores sempiternas são os poemas que se produzem e se reproduzem sem cansar ou corromper ouvidos e corações. Alfonsina se foi muito cedo, afogada em água e amor transbordante. E deixou-nos suas belas palavras, suas plantas delicadas, flores, muitas flores.</p>
<p>Para ver mais de Alfonsina, no <span style="color:#993300;"><strong>Banco da Poesia</strong></span>, clique <a href="https://cdeassis.wordpress.com/2009/06/20/alfonsina-storni-a-palavra-debulhada-em-cinza/"><strong>aqui</strong></a> e <strong><a href="https://cdeassis.wordpress.com/2010/04/08/veredas-de-alfonsina/">aqu</a>i</strong>.</p>
<div id="attachment_3715" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/alfonsina-y-la-mar.png"><img class="size-full wp-image-3715" title="Alfonsina y la mar" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/alfonsina-y-la-mar.png?w=500&#038;h=505" alt="Alfonsina y la mar Banco da Poesia" width="500" height="505" /></a><p class="wp-caption-text">Ilustração de C. de A. sobre uma foto de Pilar Azaña (Espanha)</p></div>
<h2><span style="color:#993300;"><strong>La caricia perdida</strong></span></h2>
<p>Se me va de los dedos la caricia sin causa,<br />
se me va de los dedos&#8230; En el viento, al pasar,<br />
la caricia que vaga sin destino ni objeto,<br />
la caricia perdida ¿quién la recogerá?</p>
<p>Pude amar esta noche con piedad infinita,<br />
pude amar al primero que acertara a llegar.<br />
Nadie llega. Están solos los floridos senderos.<br />
La caricia perdida, rodará&#8230; rodará&#8230;</p>
<p>Si en los ojos te besan esta noche, viajero,<br />
si estremece las ramas un dulce suspirar,<br />
si te oprime los dedos una mano pequeña<br />
que te toma y te deja, que te logra y se va.</p>
<p>Si no ves esa mano, ni esa boca que besa,<br />
si es el aire quien teje la ilusión de besar,<br />
oh, viajero, que tienes como el cielo los ojos,<br />
en el viento fundida, ¿me reconocerás?</p>
<h2 style="padding-left:60px;"><span style="color:#993300;"><strong>A carícia perdida</strong></span></h2>
<p style="padding-left:60px;">Vai-se de meus dedos a carícia sem causa,<br />
vai-se dos dedos&#8230; No vento, ao passar,<br />
a carícia que vaga sem destino nem objeto,<br />
a carícia perdida, quem a recolherá?</p>
<p>Pude amar esta noite com piedade infinita,<br />
pude amar o primeiro que acertasse em chegar.<br />
Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.<br />
A carícia perdida, rodará&#8230; rodará&#8230;</p>
<p>Se nos olhos te beijam esta noite, viajante,<br />
se estremece os ramos u. doce suspirar,<br />
se te oprime os dedos uma pequena mão<br />
que te toma e te deixa, que te alcança e se vai.</p>
<p>Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,<br />
se é o ar quem tece a ilusão de beijar,<br />
oh, viajante, que tens como o céu os olhos,<br />
no vento fundida, me reconhecerás?</p>
<h2><span style="color:#993300;"><strong>Dos palabras</strong></span></h2>
<p>Esta noche al oído me has dicho dos palabras<br />
comunes. Dos palabras cansadas<br />
de ser dichas. Palabras<br />
que de viejas son nuevas.</p>
<p>Dos palabras tan dulces que la luna que andaba<br />
filtrando entre las ramas<br />
se detuvo en mi boca. Tan dulces dos palabras<br />
que una hormiga pasea por mi cuello y no intento<br />
moverme para echarla.</p>
<p>Tan dulces dos palabras<br />
?Que digo sin quererlo? ¡oh, qué bella, la vida!?<br />
Tan dulces y tan mansas<br />
que aceites olorosos sobre el cuerpo derraman.</p>
<p>Tan dulces y tan bellas<br />
que nerviosos, mis dedos,<br />
se mueven hacia el cielo imitando tijeras.<br />
Oh, mis dedos quisieran<br />
cortar estrellas.</p>
<h2 style="padding-left:60px;"><span style="color:#993300;"><strong>Duas palavras</strong></span></h2>
<p style="padding-left:60px;">Esta noite ao ouvido me disseste duas palavras<br />
comuns. Duas palavras cansadas<br />
de ser ditas. Palavras<br />
que de tão velhas são novas.</p>
<p>Duas palavras tão doces que a lua que andava<br />
filtrando-se entre a ramagem<br />
se deteve em minha boca. Tão doces duas palavras<br />
que uma formiga passeia por meu pescoço e não tento<br />
mover-me para expulsá-la.</p>
<p>Tão doces duas palavras<br />
que digo sem querer: oh, que bela, a vida!<br />
Tão doces e tão mansas<br />
que óleos aromáticos sobre o corpo derramam.</p>
<p>Tão doces e tão belas<br />
que, nervosos, meus dedos,<br />
Se movem em direção ao céu, a imita tesouras.<br />
Oh, meus dedos quiseram<br />
cortar estrelas.</p>
<pre><em>(Versões de C. de A.)</em></pre>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3714/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3714&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Alfonsina y la mar</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Frederico Füllgraf &amp; Lili Marleen, a repercussão</title>
		<link>http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/12/frederico-fullgraf-lili-marleen-a-repercussao/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 22:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Valentina Serova]]></category>

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		<description><![CDATA[O escritor, tradutor e roteirista Frederico Füllgraf, que felizmente habita entre nós, fez longa pesquisa sobre o mito de Lili Marleen, mais conhecida entre nós, na segunda guerra Mundial, como Lili Marlene, título de uma canção nazista que contagiou os &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/12/frederico-fullgraf-lili-marleen-a-repercussao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3710&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor, tradutor e roteirista <strong>Frederico Füllgraf</strong>, que felizmente habita entre nós, fez longa pesquisa sobre o mito de <em>Lili Marleen</em>, mais conhecida entre nós, na segunda guerra Mundial, como <em>Lili Marlene</em>, título de uma canção nazista que contagiou os soldados de todas as nações – amigas e inimigas – envolvidas naquele conflito, inclusive os brasileiros. Seu trabalho foi ricamente comentado pelo também nosso amigo <strong>Manoel de Andrade</strong>, merecidamente reproduzido no <em>blog</em> do jornalista <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/lili-marlene-a-cancao-que-virou-hino-de-soldados"><strong>Luiz Nassif</strong></a>. Vamos igualmente reproduzir a análise de Manoel, na qual ele realça a grande ironia criada por aquela canção: descobriu-se, mais tarde, que a musa que a inspirou era judia&#8230; Se você gostar do aperitivo de Manoel de Andrade, beba a água na fonte: acesse o <strong><a href="http://fuellgrafianas.blogspot.com/">Fulfrafianas</a></strong> e leia o trabalho de Frederico, dividido em três partes – (<a href="http://fuellgrafianas.blogspot.com/2010/09/lili-marleen-os-95-anos-de-um-mito_5709.html"><strong>1-3</strong></a>), (<a href="http://fuellgrafianas.blogspot.com/2010/09/lili-marleen-os-95-anos-de-um-mito_09.html"><strong>2-3</strong></a>) e (<a href="http://fuellgrafianas.blogspot.com/2010/09/lili-marleen-os-95-anos-de-um-mito.html"><strong>3-3</strong></a>). Vale a pena. E após degiustar o apweritivo e o prato principal, veja e ecute, como sobremesa, as versões de Lili Marleen, em Alemão e Inglês, cantadas por Marlene Dietrich.</p>
<h2><span style="color:#0000ff;"><strong>Sobre a Lilli Marleen de Frederico</strong></span></h2>
<p style="padding-left:30px;"><em>Por Manoel de Andrade, poeta e ensaísta</em></p>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/lilimarleen.png"><img class="alignleft size-full wp-image-3711" title="LiliMarleen" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/lilimarleen.png?w=500&#038;h=409" alt="" width="500" height="409" /></a></p>
<p>Eu já tinha ouvido “Lilli Marleen” na voz de Marlene Dietrich, mas não imaginava que aquele poema, transformado em música, tivesse uma trajetória tão fantástica e nem que Hans Leip tivesse sido um escritor tão fecundo. Quantos vultos famosos da história europeia estiveram, direta ou indiretamente, relacionados com essa célebre canção!!! A  interculturalidade com que o texto é escrito leva-nos a caminhar pelos fronts históricos e geográficos da Segunda Grande Guerra, bem como pelos seus bastidores,  chocando-nos com o terror da censura nazista sobre a cultura. Era a ironia da própria guerra trazendo, depois do bombardeiro alemão de Belgrado, o som radiofônico de uma canção ouvida e apreciada, a despeito da proibição de Goebbels, pelo prestígio do General  Rommel e seus soldados nas areias da África. Como um rastilho de pólvora a parceria poético-musical Leip&amp;Shultze começa correndo acesa, no idioma de Goethe, pelas trincheiras nazistas e aliadas, mas seu encantamento vai explodir também nos ouvidos dos soldados russos.</p>
<p>O rigor intelectual com que Frederico Füllgraf vasculhou e constatou, pela crítica documental de suas fontes, a autenticidade dos fatos, conduz o leitor pelos estranhos atalhos desse fantástico fenômeno musical, para nos apresentar uma admirável pesquisa sobre quase um século de vida do tão discutido poema-musical alemão. Seu ensaio envolve-nos com a história do um jovem soldado, saudoso da namorada, que lhe inspira, no campo de batalha, seus primeiros versos. Esse romântico enredo de guerra lembra o grande poema “Espera-me” que o poeta e dramaturgo russo Konstantin Simonov, escreveu, em 1941, no front de guerra contra os alemães à sua querida Valentina Serova. Traduzido para muitos idiomas, e para o português, com incomparável beleza lírica, por Hélio do  Soveral, Espera-me  ou Espera por mim é um dos mais conhecidos poemas da Rússia. A sensibilidade de Cleto de Assis escreveu a essência comovente dessa história no seu site Banco da Poesia:</p>
<p><strong><a href="../2009/06/19/poema-de-amor-e-guerra/">http://cdeassis.wordpress.com/2009/06/19/poema-de-amor-e-guerra/</a></strong></p>
<p>Abro aqui um parêntesis, fugindo do estrito significado musical do texto, para considerar as grandes motivações que o fenômeno da guerra tem trazido à criação poética e musical, propiciando produções ou veiculando versos de infinita beleza. Por certo a Ilíada e a Odisseia não existiriam sem a Guerra de Troia, nem a Itália teria seu grande poema épico se o início das Cruzadas não inspirasse Torquato Tasso a escrever Jerusalém Libertada. A Chanson d’Automne, de Paul  Verlaine, não seria tão conhecida se não fosse  enviada também por rádio, como uma senha, à Resistência Francesa anunciando o desembarque aliado na  Normandia e determinando o fim do Terceiro Reich, que pretendia durar mil anos. Que honra maior poderia ter um poema, abrindo com o lirismo e o suave encanto dos seus versos, as portas da liberdade do continente europeu dominado pelo nazismo?  E neste contexto as comparações se derivam para as canções que inspiraram a resistência revolucionária nas guerras civis que abalaram o mundo e se celebrizaram com o nome Marselhesa, na França revolucionária e como  Le chant des Partisans, entoado pela Resistência, na França invadida pelos exército alemão. Com o mesmo ardor  se cantava Se me quieres escribir e Viva la Quinta Brigada, na Guerra Civil Espanhola. E assim foi, ao som da Bandiera  Rossa e Bella Ciao na Itália,  Nicaragua Nicaraguita, cantada pelos sandinista, Venceremos, no Chile socialista, onde Viva Chile Mierda, de Fernando Alegria, foi o poema mais declamado durante o governo de Salvador Allende.  Aqui, no Brasil, a canção Caminhando, de Geraldo Vandré, foi o hino revolucionário com que a nação inteira  protestou, cantando, contra a ditadura militar.</p>
<p>Voltando à história sentimental do soldado Hans Leip e seu poema, e considerando a amplitude do texto, creio ser interessante repicar, neste comentário, alguns aspectos marcantes no longo artigo de Frederico Füllgraf.  Primeiramente o encanto musical das emissões diárias da “canção de um jovem sentinela” pela rádio de Belgrado, polarizando a longínqua atenção dos soldados alemães no norte da África. A transmissão, captada também na região pelos soldados britânicos, levou o orgulho militar inglês, sob o comando de Montgomery,  a criar uma sarcástica versão política de “Lilli Marleen” ironizando Hitler  e o partido nazista. O autor nos fala da canção na voz radiofônica da BBC e de meio milhão de discos vendidos, em 1944, na Inglaterra e sua versão adaptada para 50 idiomas. Detalha a biografia conturbada e trágica de Lale Andersen e depois sua turnê pela Coréia e Indochina.  A segunda grande intérprete da canção é Lucie Mannnheim, chegando enfim a Marlene Dietrich, que foi a mascote musical dos aliados correndo os Estados Unidos e a Europa com “Lilli Marleen” nos lábios e as grandes platéias aos seus pés. Os intérpretes da famosa canção se sucedem, no incrível caleidoscópio de informações – que transpiram normalmente por todos os neurônios do Frederico que conhecemos, – passando por Edith Piaf e Bing Crosby, e por interpretações contemporâneas  na voz da cantora francesa   Patrícia Kaas, comemorando, em 2005, os 60 anos do Dia “D”.</p>
<p>O texto, entre outras tantas revelações e curiosidades, traz uma passagem pitoresca envolvendo Winston Churchill e seu pesadelo com o General Rommel, em torno da sua preferência pela canção. Refere-se também a uma misteriosa versão judaica feita por Stefan Zweig. O ponto alto do texto é a referência a uma edição de 2006 do livro em que a autora, Lilly Freud Marlé,  sobrinha de Freud, revela ser a pessoa que inspirou Hans Leip a escrever o poema que gerou a composição musical “Lilli Marleen”, versão reiterada por outros descendentes de Freud.</p>
<p>Finalmente é surpreendente constatar que as sementes lançadas há noventa e cinco anos por um simples poema que se tornou canção, tenha se aberto em tantas flores musicais pelos idiomas do mundo inteiro, inclusive uma versão judaica de nome Lili, em homenagem à pára-quedista  Hannah Senesh, morta em Budapeste pela Gestapo,  e geram ainda, ano a ano, tantos frutos “saborosos” para a viúva de Leip e mantenham repletos os celeiros amoedados do compositor Norbert Schultze.</p>
<p>Parabenizando o autor pela dimensão crítica e historiográfica do seu trabalho,  ressalto as duas ironias genialmente bem colocadas: a primeira que “Lilli Marleen” foi a única contribuição dos nazistas para o mundo”. E a segunda ironizando a primeira: que uma musa judia seria a inspiradora da mais célebre canção nazista.</p>
<h3><span style="color:#ff0000;">Lil Marleen &#8211; original em Alemão</span></h3>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/12/frederico-fullgraf-lili-marleen-a-repercussao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/7heXZPl2hik/2.jpg" alt="" /></a></span>
<h3><span style="color:#ff0000;">Lili Marleen &#8211; versão em Inglês</span></h3>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/12/frederico-fullgraf-lili-marleen-a-repercussao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4CAJipxzgrA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3710/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3710&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Conversa marcada com Eduardo Mazullo</title>
		<link>http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/06/conversa-marcada-com-eduardo-mazullo/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 00:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[buganvílias]]></category>
		<category><![CDATA[buraco negro]]></category>
		<category><![CDATA[carícias]]></category>
		<category><![CDATA[charla]]></category>
		<category><![CDATA[conversa]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Mazullo]]></category>
		<category><![CDATA[estrela anã]]></category>
		<category><![CDATA[trinitarias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuestra charla de hoy Hablaremos hoy De esa caricia que te sobrevuela Y nunca te llega, De ese silencio que no se toca, De esa cosecha que no tuvo Un amanecer de siembra Y ahora no tiene sombra. Hay millones &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/06/conversa-marcada-com-eduardo-mazullo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3703&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color:#993300;"><strong>Nuestra charla de hoy</strong></span></h2>
<p>Hablaremos hoy<br />
De esa caricia que te sobrevuela<br />
Y nunca te llega,<br />
De ese silencio que no se toca,<br />
De esa cosecha que no tuvo<br />
Un amanecer de siembra<br />
Y ahora no tiene sombra.</p>
<p>Hay millones de esas caricias,<br />
Hay cada vez más<br />
Y cada vez valen menos.</p>
<p>Los hombres solos<br />
– y ni siquiera los hombres solos –<br />
saben qué hacer con ellas.</p>
<p>Son una lluvia que no llovió,<br />
Un silencio que no se oye,<br />
Dos sillas idénticas que no se hablan.</p>
<p>¿Qué vamos a hacer con todas ellas?<br />
¿Las fumigaremos con trinitarias?<br />
¿Recuerdas las dulces trinitarias?<br />
Nadie las recuerda.<br />
Mejor dejar a las trinitarias olvidadas.<br />
No olvides que los recuerdos<br />
Son para olvidar, que las calles<br />
son para que se las coma el pasto,<br />
que los hombres son para que se los coman<br />
los gusanos. O los hermanos.<br />
que las miradas son para mirarse,<br />
que las lágrimas…<br />
que las lágrimas son para nada,<br />
Que toda calle termina<br />
por comerte a pedacitos<br />
empezando por tus suelas.</p>
<p>Que de lo que es<br />
Y de lo que será<br />
Ya nadie podrá decir que fue.</p>
<p>Aunque te digan que los adioses<br />
Se dan fuertes en este clima,<br />
No olvides, no olvides esto:<br />
Todos los adioses<br />
Están perdidos para siempre<br />
Entre un hueco negro<br />
Y una estrella enana.</p>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/doces_buganvc3adlias.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3704" title="Doces_buganvílias" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/doces_buganvc3adlias.jpg?w=500&#038;h=377" alt="" width="500" height="377" /></a></p>
<h2><span style="color:#993300;"><strong>Nossa conversa de hoje</strong></span></h2>
<p><strong></strong>Falaremos hoje<br />
Dessa carícia que te sobrevoa<br />
E nunca te chega,<br />
Desse silêncio que não se toca,<br />
Dessa colheita que não teve<br />
Um amanhecer de semeadura<br />
E agora não tem sombra.</p>
<p>Há milhões dessas carícias,<br />
Há cada vez mais<br />
E cada vez valem menos.</p>
<p>Os homens solitários<br />
– e nem sequer os homens solitários –<br />
Sabem o que fazer com elas.</p>
<p>São uma chuva que não choveu,<br />
Um silêncio que não se ouve,<br />
Duas cadeiras idênticas que não se falam.</p>
<p>Que vamos fazer com todas elas?<br />
As fumigaremos com buganvílias?<br />
Recordas as doces buganvílias?<br />
Ninguém as recorda.<br />
Melhor deixar as buganvílias esquecidas.<br />
Não te esqueças que as recordações<br />
São para esquecer, que as ruas<br />
São para que as coma o pasto,<br />
Que os homens são para que os comam<br />
os vermes. Ou os irmãos.<br />
Que os olhares são para olhar-se,<br />
Que as lágrimas…<br />
Que as lágrimas são para nada,<br />
Que toda rua termina<br />
Por comer-te em pedacinhos<br />
Começando por tuas solas.</p>
<p>Que do que és<br />
E do que será<br />
Já ninguém poderá dizer que foi.</p>
<p>Ainda que te digam que os adeuses<br />
Se dão fortes neste clima,<br />
Não esqueças, não esqueças isto:<br />
Todos os adeuses<br />
Estão perdidos para sempre<br />
Entre um buraco negro<br />
E uma estrela anã.</p>
<address>Versão/ilustração: C. de A.</address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cdeassis.wordpress.com/3703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cdeassis.wordpress.com/3703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cdeassis.wordpress.com/3703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cdeassis.wordpress.com/3703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cdeassis.wordpress.com/3703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cdeassis.wordpress.com/3703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cdeassis.wordpress.com/3703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cdeassis.wordpress.com/3703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cdeassis.wordpress.com/3703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cdeassis.wordpress.com/3703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cdeassis.wordpress.com/3703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cdeassis.wordpress.com/3703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cdeassis.wordpress.com/3703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cdeassis.wordpress.com/3703/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3703&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<media:content url="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/doces_buganvc3adlias.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Doces_buganvílias</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Solivan nostradâmico</title>
		<link>http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/05/solivan-nostradamico/</link>
		<comments>http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/05/solivan-nostradamico/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 13:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[As profecias de Igor Para Jorge Linzmeier &#160; I Sete nomes terá a ovelha com estômago de lobo que trará o Tempo das algemas abençoadas com vinho, e o escriba da Masmorra escreverá, com cobras, poemas tristes. Um viajante Irá &#8230; <a href="http://cdeassis.wordpress.com/2011/11/05/solivan-nostradamico/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cdeassis.wordpress.com&amp;blog=5102629&amp;post=3697&amp;subd=cdeassis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color:#993300;">As profecias de Igor</span></h2>
<p style="padding-left:120px;"><em>Para Jorge Linzmeier</em></p>
<p><a href="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/profecias.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3699" title="Profecias" src="http://cdeassis.files.wordpress.com/2011/11/profecias.jpg?w=500" alt="Ilustração: Cleto de Assis"   /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">I</span></h3>
<p>Sete nomes terá a ovelha com estômago de lobo que trará o<br />
Tempo das algemas abençoadas com vinho, e o escriba da<br />
Masmorra escreverá, com cobras, poemas tristes. Um viajante<br />
Irá decorar o livro, será assim contrabandeado e traduzido.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">II</span></h3>
<p>No cio das estrelas as aves do paraíso morrerão ao se<br />
Alimentar com as unhas de Sithar, mas assim conseguirão<br />
Levar oferendas para o lado negro da lua onde vive um cão<br />
Dourado que guarda num átomo a história da humanidade.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">III</span></h3>
<p>Quando o primogênito reinar, a peste se abaterá sobre<br />
O ouro que ficará coberto de terríveis chagas e as formigas<br />
Desmembrarão os diamantes. Os ciclos parecerão mortos,<br />
Mas uma colméia de lobos negros aprenderá a fazer mel.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">IV</span></h3>
<p>No cálice de prata cinzelado com a história dos heróis,<br />
A sacerdotisa ordenhará o sangue simbólico do sacrifício<br />
E entoará aos cardeais do concílio, nova mensagem: o sinal<br />
Da cruz não deve tocar o ombro, mas nas palmas das mãos.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">V</span></h3>
<p>Peixes ornamentais nadarão nas chamas das bibliotecas<br />
E a liberdade perderá seus braços como Vênus de Milo<br />
E as esposas terão que beber água do mar para voltar a ter<br />
Lágrimas e aguardar os rouxinóis comporem outra canção.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">VI</span></h3>
<p>Aos demônios reunidos, o que foi anjo magnífico anunciará<br />
Acariciando seu gato que uma mãe pacífica em demasia criará<br />
Os trigêmeos do anticristo, então as águias terão que combater<br />
As pombas malévolas e o cordeiro será mais cruel que o lobo.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">VII</span></h3>
<p>Quando um coral de bicéfalos e irmãos siameses cantarem<br />
Uma canção natalina para o eclipse, seu sinal. Ele assinará<br />
Com uma pena de corvo um tratado de paz nefasto. Sacrifica<br />
Tua televisão, teu automóvel no altar de Deus enquanto há tempo.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">VIII</span></h3>
<p>O país justo terá suas leis em um pequeno livro de letras<br />
Grandes, usarão apenas vinte carneiros para os pergaminhos.<br />
O rubi valoroso, seu símbolo, ficará exposto na Ágora, sem<br />
Soldados, maldições ou redomas e não será roubado.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">IX</span></h3>
<p>Quando a ciência substituir os Sacerdotes na descrição<br />
Do apocalipse e crença na vida eterna for retirada das<br />
Mãos divinas e entregues à medicina, saberemos que<br />
O asno apenas substitui uma tolice por outra maior.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">X</span></h3>
<p>O homem acreditará no sábio que dissecou o corpo e não<br />
Encontrou alma alguma e assim provou que ela existe.<br />
E no alquimista que escreverá na quinta linha que a matéria<br />
Que se transforma com mais facilidade em ouro é o suor.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">XI</span></h3>
<p>Os que pensam emaranhar os desejos na verdade tecem crisálidas<br />
Dirá o deificado que pacificará com luxúria e um novo versículo<br />
Aparecerá na escritura: Quanto mais casto, mais furioso é um povo.<br />
E mostrará, no sêmen, os pregadores em desterro no sétimo círculo.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">XII</span></h3>
<p>Aviões jogarão tigres sobre as cidades e as viúvas gemerão como cedros<br />
Caindo e o povo abandonará suas casas como um filhote de cervo, a mãe<br />
Devorada. No êxodo, poucos sobrevirão bebendo o veneno das         <span style="color:#ffffff;">xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</span>[serpentes<br />
E enriquecendo, com sua passagem, os tecelões de mortalhas baratas.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">XIII</span></h3>
<p>Será o tempo da última fome no sol nascente, porém somente<br />
Tenores poderão anunciar o suntuoso imperador vestido de jade<br />
Mas para provar sua abnegação se alimentará com apenas um<br />
Pequeno pedaço do baiacu, a maior parte será distribuída à multidão.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">XIV</span></h3>
<p>O que lê no passado, o futuro, verá uma amarga verdade no seu cristal:<br />
As nações que enriquecerão à custa da servidão se tornarão dignas<br />
Com mais facilidade que as pobres que tentarem ser generosas em<br />
Demasia antes do tempo, estas retornarão à mais triste barbárie.</p>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">XV</span></h3>
<p>Quando nenhuma profecia se realizar e a concha não tiver mais o<br />
Marulho do mar, o silvo do guepardo, o rosnado do chacal<br />
E o sibilar da serpente serão usados para adormecer as crianças.<br />
A flora gemerá de preocupação porque o leão começará a pastar.</p>
<p style="padding-left:30px;"><em><strong>Solivan Brugnara</strong></em></p>
<address>Ilustração: C. de A.</address>
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